Referência
Glossário de termos
Definições em linguagem direta para os termos usados nos conteúdos sobre dor miofascial, pontos-gatilho, reabilitação e ciência da dor.
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Acetilcolina
AnatomiaNeurotransmissor liberado na junção neuromuscular para iniciar a contração da fibra muscular. Na hipótese integrada dos pontos-gatilho, uma atividade anormal na placa motora e a liberação excessiva de acetilcolina poderiam contribuir para contração local sustentada e dor.
Ácido hialurônico
AnatomiaGlicosaminoglicano presente em líquido sinovial, pele e matriz extracelular, incluindo planos fasciais. Ajuda na lubrificação e no comportamento viscoelástico dos tecidos. Mudanças de concentração, hidratação e viscosidade podem influenciar deslizamento e rigidez.
Ácidos graxos ômega-3
GeralGorduras poli-insaturadas, incluindo EPA e DHA de fontes marinhas e ALA de fontes vegetais. Participam de membranas celulares e da produção de mediadores inflamatórios e pró-resolução. Podem apoiar saúde cardiometabólica e inflamatória, mas suplementação deve considerar dieta, dose, qualidade e interações.
Guia de nutriçãoAcupuntura
TratamentoPrática terapêutica originária da medicina tradicional chinesa, na qual agulhas finas são inseridas em pontos específicos do corpo. Pode ser usada no manejo de dor em alguns contextos, mas não é sinônimo de agulhamento seco: a lógica clínica, os alvos e a formação profissional podem ser diferentes.
Aderência
AnatomiaÁrea de tecido cicatricial ou fibrose que reduz o deslizamento normal entre planos de tecido. Pode surgir após inflamação, trauma, cirurgia, imobilização ou sobrecarga repetida. Na prática clínica, deve ser diferenciada de rigidez muscular, dor por proteção e restrição articular.
Aderência fascial
AnatomiaRestrição entre camadas fasciais que reduz o deslizamento normal dos tecidos. Pode ocorrer após trauma, cirurgia, inflamação, imobilidade ou sobrecarga crônica. Nem toda sensação de rigidez é aderência verdadeira; o diagnóstico depende do contexto clínico.
Agulhamento seco
TratamentoTécnica em que uma agulha filiforme é inserida em tecido muscular, geralmente com alvo em pontos-gatilho ou áreas dolorosas. Pode produzir resposta de espasmo local e modular dor em alguns pacientes. Difere da acupuntura por usar raciocínio anatômico e musculoesquelético, embora ambas utilizem agulhas finas.
Guia de agulhamento secoAINE (anti-inflamatório não esteroidal)
TratamentoClasse de medicamentos como ibuprofeno, naproxeno e diclofenaco, que reduzem dor e inflamação por inibição de enzimas ciclo-oxigenase. Podem aliviar sintomas em alguns quadros musculoesqueléticos, mas não tratam sozinhos fatores como sobrecarga, fraqueza, sono ruim ou pontos-gatilho persistentes.
Alodínia
Ciência da dorDor provocada por um estímulo que normalmente não deveria doer, como toque leve, pressão suave ou contato da roupa com a pele. Pode ocorrer em sensibilização central, dor neuropática, fibromialgia e alguns quadros de dor persistente. Não é específica da dor miofascial.
Alongamento FNP (facilitação neuromuscular proprioceptiva)
TratamentoTécnica de alongamento que alterna contração e relaxamento para aumentar amplitude de movimento. Pode ser útil quando há restrição muscular e boa tolerância, mas deve ser dosada com cuidado em lesões agudas, dor irritável ou hipermobilidade.
Amplitude de movimento (ADM)
DiagnósticoQuantidade de movimento disponível em uma articulação ou segmento. Pode ser limitada por dor, rigidez articular, encurtamento muscular, proteção, edema, fraqueza ou fatores neurais. Melhorar a ADM é um objetivo comum, mas deve ser relacionado à função do paciente.
Autoliberação miofascial (ALM)
TratamentoUso de ferramentas como rolo de espuma, bola de massagem ou bastão para aplicar pressão controlada em tecidos moles. Pode ajudar no autocuidado, desde que seja leve o bastante para reduzir sintomas e não criar irritação persistente.
Kit de autocuidadoBandagem elástica terapêutica (kinesiology tape)
TratamentoFita elástica aplicada sobre a pele para fornecer estímulo sensorial, suporte leve ou feedback de movimento sem restringir muito a amplitude. Pode ajudar alguns pacientes no curto prazo, mas seus efeitos são variáveis e não substituem reabilitação ativa.
Biofeedback
TratamentoMétodo que usa sensores para mostrar ao paciente sinais fisiológicos em tempo real, como atividade muscular, frequência cardíaca ou temperatura da pele. Em dor miofascial, o biofeedback por eletromiografia de superfície pode ajudar alguns pacientes a reconhecer tensão excessiva e treinar relaxamento ou controle motor.
Biomecânica
GeralEstudo das forças, alavancas, articulações e movimentos do corpo. Na clínica, ajuda a entender como técnica, postura, força, mobilidade e distribuição de carga influenciam dor, desempenho e risco de lesão.
Bradicinina
Ciência da dorPeptídeo inflamatório que pode sensibilizar nociceptores e aumentar a dor em tecidos irritados. Estudos bioquímicos encontraram mediadores como bradicinina no microambiente de alguns pontos-gatilho ativos, mas esse achado não deve ser interpretado como marcador diagnóstico de rotina.
Bruxismo
GeralApertar ou ranger os dentes, durante o sono ou em vigília. Pode sobrecarregar masseter, temporal, pterigóideos e articulação temporomandibular, contribuindo para dor facial, cefaleia e pontos-gatilho mastigatórios em pacientes suscetíveis.
Cadeia cinética
AnatomiaConceito de que articulações, músculos e segmentos corporais trabalham de forma interdependente. Uma limitação no pé, quadril, coluna ou ombro pode alterar a distribuição de carga em outras regiões e contribuir para dor ou compensações.
Catastrofização da dor
Ciência da dorPadrão cognitivo-emocional em que a dor é interpretada como ameaça maior, inevitável ou incontrolável. Pode aumentar sofrimento, vigilância corporal e evitação de movimento. Educação em dor, terapia cognitivo-comportamental e exposição gradual podem ajudar em pacientes selecionados.
Conexão mente-corpoCGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina)
Ciência da dorNeuropeptídeo produzido por fibras sensoriais, envolvido em vasodilatação, sinalização da dor e inflamação neurogênica. Pode participar do ambiente bioquímico de tecidos dolorosos e é relevante em áreas como enxaqueca e dor persistente. Seu papel nos pontos-gatilho ainda deve ser interpretado dentro de modelos fisiológicos, não como teste diagnóstico.
Citocinas
Ciência da dorProteínas de sinalização produzidas por células do sistema imune e por outros tecidos. Algumas citocinas participam de inflamação e sensibilização dolorosa. Em dor persistente, seu papel deve ser entendido como parte de uma rede complexa, não como causa isolada dos sintomas.
Colágeno
AnatomiaProteína estrutural abundante em fáscia, tendões, ligamentos, pele e osso. A organização das fibras de colágeno influencia resistência, rigidez e elasticidade dos tecidos. Sob carga adequada, o colágeno se adapta; sob carga excessiva, imobilidade ou reparo inadequado, pode contribuir para rigidez e restrição.
Compressão isquêmica
TratamentoTécnica de terapia manual em que se aplica pressão sustentada e progressiva sobre uma área sensível do músculo. O objetivo é reduzir irritabilidade, modular dor e facilitar relaxamento. A intensidade deve ser tolerável; pressão agressiva pode piorar a proteção muscular.
Kit de autocuidadoCompressão nervosa
DiagnósticoIrritação ou compressão de um nervo por estruturas vizinhas, como disco, osso, ligamento, músculo, fáscia ou edema. Pode causar dor irradiada, parestesia, dormência, fraqueza ou alteração reflexa. Esses achados exigem diferenciação cuidadosa de dor miofascial referida.
Contração excêntrica
AnatomiaContração em que o músculo produz força enquanto se alonga, como na descida controlada de um peso. A carga excêntrica pode ser útil em reabilitação, mas volume ou intensidade excessivos podem gerar dor muscular tardia, sobrecarga tendínea ou piora de sintomas em tecidos irritáveis.
Contração isométrica
AnatomiaContração em que o músculo gera força sem mudança visível de comprimento, como ao sustentar uma postura ou empurrar contra resistência imóvel. Isometrias podem ser úteis na reabilitação, mas contrações estáticas prolongadas e sem recuperação adequada podem contribuir para fadiga e dor.
Contratura
AnatomiaEncurtamento sustentado de músculo ou tecido conjuntivo que limita mobilidade. Pode ser local e funcional, como em proteção muscular, ou estrutural, como após imobilização prolongada. Deve ser diferenciada de espasmo, rigidez articular e aumento de tônus neurológico.
Corno dorsal
AnatomiaRegião posterior da substância cinzenta da medula espinal, onde sinais sensoriais, incluindo nocicepção, fazem sinapse e são modulados antes de seguirem para vias ascendentes. É um local importante para fenômenos como sensibilização, convergência de sinais e dor referida.
Cortisol
GeralHormônio produzido pelas glândulas suprarrenais em resposta a estresse físico e psicológico. Ele é essencial para adaptação ao estresse, mas níveis persistentemente elevados ou ritmo circadiano desorganizado podem interferir em sono, recuperação, metabolismo, inflamação e percepção de dor.
Crepitação
DiagnósticoSensação ou som de estalo, rangido ou atrito durante o movimento articular. Pode ser inofensiva, especialmente quando não há dor, edema ou perda de função. Quando associada a sintomas, ajuda no diagnóstico diferencial entre dor articular, tendínea, muscular e outras causas.
Crioterapia
TratamentoUso terapêutico de frio, como gelo, compressas frias ou imersão, para reduzir dor e controlar sintomas em alguns quadros agudos. Pode ser útil após sobrecarga ou irritação, mas deve ser usada com cuidado em alterações vasculares, sensibilidade reduzida ou intolerância ao frio.
Crise de dor (flare)
GeralPiora temporária dos sintomas, muitas vezes associada a excesso de carga, sono ruim, estresse, doença intercurrente, mudança de rotina ou aumento rápido de atividade. Uma crise não significa necessariamente nova lesão, mas deve orientar ajuste de dose, recuperação e retorno gradual.
Defesa muscular
Ciência da dorAumento de tensão ou rigidez usado pelo corpo para proteger uma região dolorosa ou percebida como ameaçada. Pode ser útil no curto prazo, mas quando persiste pode limitar movimento, aumentar fadiga e manter dor.
Dermátomo
AnatomiaÁrea de pele suprida principalmente por uma raiz nervosa espinal. Mapas dermatoméricos ajudam a avaliar radiculopatias, mas há variação individual e sobreposição entre raízes. A dor miofascial referida geralmente não segue dermátomos de forma precisa.
Desativação
TratamentoTermo usado para descrever a redução da irritabilidade de um ponto-gatilho, com menor dor, menor sensibilidade à palpação e melhora de movimento ou função. Pode ocorrer com terapia manual, agulhamento, exercício, melhora do sono, ajuste de carga e tratamento de fatores perpetuantes.
Dor aguda
Ciência da dorDor de início recente, geralmente relacionada a lesão, irritação tecidual, inflamação ou sobrecarga. Em termos clínicos, costuma ter menos de três meses de evolução, embora o contexto importe mais do que a data exata. Quando persiste além do esperado, exige reavaliação dos fatores mecânicos, inflamatórios, neurológicos e psicossociais envolvidos.
Dor crônica
Ciência da dorDor que persiste além do tempo esperado de recuperação do tecido, geralmente por mais de três meses. Pode envolver componentes periféricos, como músculos, tendões ou articulações, e componentes centrais, como sensibilização, sono ruim, estresse, medo de movimento e descondicionamento.
Condições associadasDor referida
Ciência da dorDor percebida em uma região diferente da fonte principal do estímulo. Pode ocorrer em condições musculares, articulares, neurais e viscerais. Em pontos-gatilho, a dor referida costuma seguir padrões clínicos reconhecíveis, embora exista variação entre pacientes.
Padrões de dor referidaDrenagem linfática
TratamentoTécnica manual suave voltada a favorecer o retorno linfático e reduzir edema em contextos apropriados. Pode ser útil quando há inchaço ou congestão tecidual, mas não é tratamento primário para pontos-gatilho sem componente linfático relevante.
Efeito placebo
GeralMelhora relacionada a expectativa, contexto terapêutico, vínculo clínico, significado do tratamento e mecanismos neurobiológicos de modulação da dor. Não significa que a dor seja imaginária. Em dor, efeitos contextuais podem coexistir com efeitos específicos de uma intervenção.
Eletromiografia (EMG)
DiagnósticoExame que registra atividade elétrica muscular. Na prática clínica, pode ser usado para investigar neuropatias, radiculopatias e doenças neuromusculares. Em pesquisa sobre pontos-gatilho, alguns estudos descrevem atividade elétrica espontânea local, mas a EMG não é um teste diagnóstico rotineiro para SDM.
Endorfinas
Ciência da dorPeptídeos opioides produzidos pelo organismo que participam da modulação da dor e da sensação de bem-estar. Exercício, sono adequado, vínculo social e algumas intervenções terapêuticas podem influenciar esses sistemas analgésicos endógenos.
Ergonomia
GeralCampo que adapta tarefas, ferramentas e ambientes às capacidades do corpo humano. Em dor miofascial, ergonomia não significa uma postura perfeita, mas reduzir carga sustentada, aumentar variação de movimento e ajustar demandas repetitivas ao nível de tolerância do paciente.
Guia de ergonomiaEstimulação intramuscular (EIM)
TratamentoMétodo de agulhamento associado ao modelo de neuropatia radicular crônica descrito por Chan Gunn. Usa inserção de agulhas em músculos encurtados ou sensíveis. Tem semelhanças práticas com agulhamento seco, mas parte de um raciocínio clínico próprio.
Estresse oxidativo
Ciência da dorDesequilíbrio entre produção de espécies reativas e capacidade antioxidante do organismo. Pode participar de inflamação, fadiga muscular e sensibilização tecidual, mas raramente é mensurado diretamente no manejo clínico comum da dor miofascial.
Exercício terapêutico
TratamentoExercício planejado para reduzir dor, restaurar função, melhorar força, mobilidade, controle motor e tolerância à carga. Em dor miofascial, é mais eficaz quando ajustado à irritabilidade do paciente e combinado com educação, sono, ergonomia e manejo de fatores perpetuantes.
Guia de exercíciosFaixa tensa
DiagnósticoFaixa palpável de fibras musculares mais firmes ou sensíveis, frequentemente descrita como uma “corda” dentro do músculo. Pode conter pontos-gatilho e limitar movimento. Sua identificação depende da experiência do examinador e deve ser correlacionada com a dor familiar do paciente.
Fáscia
AnatomiaTecido conjuntivo que envolve, separa e conecta músculos, ossos, nervos, vasos e órgãos. A fáscia contém terminações sensoriais e pode contribuir para dor, rigidez e restrição de movimento quando sofre sobrecarga, inflamação, aderências ou alterações de deslizamento.
O que é fáscia?Fasciculação
DiagnósticoPequena contração involuntária e visível de unidades motoras sob a pele. Muitas fasciculações são benignas, mas quando vêm com fraqueza progressiva, atrofia, alteração neurológica ou sintomas sistêmicos exigem avaliação. Não é sinônimo de resposta de espasmo local.
Fator perpetuante
DiagnósticoHábito, condição ou contexto que mantém a dor ativa ou facilita recaídas. Pode incluir carga mecânica inadequada, sono ruim, estresse, baixa recuperação, ergonomia desfavorável, hipermobilidade, deficiência nutricional, comorbidades ou diagnóstico incompleto.
Fatores perpetuantesFenômeno de wind-up
Ciência da dorAumento progressivo da resposta dolorosa quando estímulos nociceptivos repetidos chegam à medula espinal em sequência. É um mecanismo relacionado à somação temporal e pode contribuir para sensibilização e dor crescente durante atividades repetitivas.
Fibromialgia
DiagnósticoSíndrome de dor crônica generalizada frequentemente associada a fadiga, sono não reparador, dificuldade cognitiva e maior sensibilidade sensorial. Pode coexistir com dor miofascial regional, mas não é a mesma condição. O manejo costuma exigir abordagem mais ampla do que tratamento local de pontos-gatilho.
Condições associadasFotobiomodulação
TratamentoUso terapêutico de luz de baixa intensidade, por laser ou LED, para influenciar processos celulares, inflamação e dor. Pode ser útil como complemento em alguns quadros musculoesqueléticos, mas os resultados dependem de parâmetros de aplicação e não substituem reabilitação ativa.
Fuso muscular
AnatomiaReceptor sensorial dentro do músculo que detecta mudanças de comprimento e velocidade de alongamento. Participa do reflexo de estiramento, do controle do tônus e da propriocepção. Pode influenciar padrões de proteção e rigidez em quadros dolorosos.
Glicocorticoides
TratamentoHormônios esteroides naturais ou sintéticos, como cortisol e prednisona, com ação anti-inflamatória. Infiltrações com corticosteroide podem ser úteis em algumas condições específicas, mas seu uso para pontos-gatilho é limitado e deve considerar risco de atrofia local, alteração de tendão e repetição excessiva.
Glicosaminoglicanos (GAGs)
AnatomiaMoléculas da matriz extracelular, como o ácido hialurônico, capazes de atrair água e influenciar viscosidade, hidratação e deslizamento dos tecidos. Alterações nesse sistema podem contribuir para rigidez fascial, embora não sejam a única explicação para dor miofascial.
Higiene do sono
GeralConjunto de hábitos que favorecem sono regular e restaurador, como rotina consistente, ambiente adequado, redução de estimulantes e manejo de luz à noite. Sono ruim aumenta sensibilidade à dor, reduz recuperação e pode facilitar recaídas em dor miofascial.
Sono e dorHiperalgesia
Ciência da dorResposta dolorosa aumentada a um estímulo que já seria doloroso. Pode ser periférica, quando ocorre no local de tecido irritado, ou central, quando a amplificação envolve medula e cérebro. É comum em diversas condições dolorosas, não apenas na SDM.
Hipermobilidade
AnatomiaAmplitude articular acima do esperado para a população ou para aquela articulação. Em algumas pessoas, a musculatura precisa trabalhar mais para controlar articulações com maior frouxidão, o que pode contribuir para fadiga, sobrecarga e dor miofascial.
Hipermobilidade articular
AnatomiaCondição em que uma ou mais articulações se movem além da amplitude típica. Pode ser benigna ou fazer parte de síndromes de hipermobilidade. Quando há dor, fadiga ou instabilidade, o tratamento costuma focar força, controle motor, propriocepção e manejo de carga.
Hipertonia
AnatomiaAumento do tônus muscular em repouso ou durante o exame. Pode ocorrer por proteção contra dor, estresse, alterações posturais, doenças neurológicas ou adaptação à carga. Deve ser diferenciado de espasticidade, contratura estrutural e rigidez articular.
Hipótese da crise energética
Ciência da dorModelo teórico influente para explicar pontos-gatilho. Propõe que disfunção na placa motora, contração local sustentada, redução de perfusão, baixa disponibilidade de energia e mediadores inflamatórios formariam um ciclo de dor e irritabilidade muscular. É útil como modelo, mas não explica todos os casos.
Entendendo pontos-gatilhoHomeostase
GeralCapacidade do organismo de manter equilíbrio interno diante de mudanças. Na dor persistente, esse equilíbrio pode ser afetado por sono, estresse, inflamação, recuperação, carga mecânica, metabolismo e sensibilidade do sistema nervoso.
IASTM (mobilização de tecidos moles assistida por instrumentos)
TratamentoTécnica manual que usa instrumentos para aplicar pressão, raspagem ou mobilização controlada sobre tecidos moles. Pode aumentar estímulo sensorial e facilitar trabalho em áreas específicas, mas deve ser dosada para não gerar irritação, equimose desnecessária ou expectativa de “quebrar aderências” de forma literal.
IFC (corrente interferencial)
TratamentoModalidade de eletroterapia que usa correntes de média frequência para modular dor e desconforto. Pode ser usada como recurso complementar em alguns planos de reabilitação, mas não substitui avaliação, manejo de carga, exercício e tratamento dos fatores perpetuantes.
Imobilização protetora
GeralRedução voluntária ou reflexa do movimento para proteger uma área dolorosa. Pode ser útil imediatamente após lesão, mas quando se prolonga aumenta rigidez, medo de movimento, descondicionamento e sensibilidade.
Infiltração de ponto-gatilho
TratamentoProcedimento em que uma agulha é inserida em um ponto-gatilho e pode haver injeção de anestésico local, soro fisiológico ou outro agente conforme indicação. Pode ajudar em casos selecionados, mas deve ser integrado a reabilitação e manejo de fatores perpetuantes. Corticosteroide não é necessário na maioria das infiltrações de ponto-gatilho.
Opções de tratamentoInflamação
Ciência da dorResposta biológica a lesão, infecção ou irritação, com participação de células, vasos e mediadores químicos. A inflamação aguda é parte normal do reparo. Inflamação persistente ou mal regulada pode contribuir para dor, sensibilização e perda de função.
Inibição recíproca
AnatomiaReflexo em que a ativação de um músculo pode reduzir a atividade de seu antagonista. É aproveitado em algumas técnicas de alongamento, controle motor e reabilitação, mas sua aplicação clínica deve ser simples e orientada por sintomas.
Junção neuromuscular
AnatomiaSinapse entre neurônio motor e fibra muscular, onde acetilcolina inicia a contração. É uma estrutura fundamental para força, coordenação e tônus. Alterações nesse sistema são consideradas em hipóteses sobre pontos-gatilho.
Liberação miofascial
TratamentoAbordagem manual ou de autocuidado que aplica pressão, tração ou movimento lento sobre tecidos moles. O objetivo é reduzir sensibilidade, melhorar tolerância ao movimento e restaurar deslizamento percebido. Os efeitos podem envolver mecanismos mecânicos, neurológicos e contextuais.
Liberação miofascial com rolo
TratamentoTécnica de autoliberação em que um rolo de espuma aplica pressão sobre músculos e fáscia. Pode reduzir sensibilidade temporária, melhorar percepção corporal e facilitar amplitude de movimento em algumas pessoas. A pressão deve ser tolerável, sem transformar autocuidado em irritação adicional.
Kit de autocuidadoLLLT (terapia a laser de baixa intensidade)
TratamentoModalidade de fotobiomodulação que usa luz de baixa intensidade, laser ou LED, para influenciar processos celulares e modular dor. Alguns estudos sugerem benefício em dor musculoesquelética e pontos-gatilho, mas os resultados dependem de dose, equipamento, região tratada e seleção do paciente.
Matriz extracelular
AnatomiaRede de proteínas, água, glicosaminoglicanos e outras moléculas que envolve as células e dá suporte mecânico ao tecido. Mudanças na matriz extracelular podem influenciar rigidez, reparo, deslizamento fascial e sensibilidade, especialmente após inflamação, imobilização ou sobrecarga.
Mecanorreceptor
AnatomiaReceptor sensorial que responde a pressão, alongamento, vibração ou deformação mecânica. Mecanorreceptores em músculos, tendões, articulações e fáscia participam de propriocepção, controle motor e modulação da dor.
Mialgia
DiagnósticoTermo genérico para dor muscular. Pode ocorrer por exercício, lesão, infecção, inflamação, medicamentos, doenças sistêmicas, pontos-gatilho ou dor referida. A causa precisa ser definida pelo padrão clínico e pelo exame.
Miofibrila
AnatomiaEstrutura contrátil dentro da fibra muscular, formada por sarcômeros em série. Actina e miosina dentro das miofibrilas produzem contração. Alterações locais no comportamento contrátil são parte das hipóteses sobre pontos-gatilho.
Mobilização
TratamentoTécnica que aplica movimentos passivos, rítmicos ou graduados a articulações e tecidos moles para melhorar mobilidade, reduzir dor e facilitar função. Em dor miofascial, costuma funcionar melhor quando combinada com exercício e exposição gradual à carga.
Músculo antagonista
AnatomiaMúsculo que realiza ação oposta ou complementar à de outro músculo. Quando um músculo está doloroso, fraco ou encurtado, o antagonista pode mudar seu padrão de ativação, contribuindo para compensações e sobrecarga.
Nervo aferente
AnatomiaFibra nervosa sensorial que leva informações da periferia, como pele, músculos, articulações e vísceras, para o sistema nervoso central. Sinais aferentes podem ser nociceptivos, táteis, proprioceptivos ou térmicos.
Nervo eferente
AnatomiaFibra nervosa que leva comandos do sistema nervoso central para músculos ou glândulas. No músculo esquelético, fibras eferentes motoras ativam a contração por meio da junção neuromuscular.
Nervo vago
AnatomiaDécimo nervo craniano e importante via do sistema parassimpático, com funções em coração, pulmões, trato gastrointestinal e regulação autonômica. Estratégias como respiração lenta, sono adequado e atividade física podem influenciar o equilíbrio autonômico, embora isso não seja tratamento isolado para dor miofascial.
Neuroplasticidade
Ciência da dorCapacidade do sistema nervoso de mudar sua organização e sua resposta com base em experiência, repetição e contexto. Na dor crônica, pode contribuir para amplificação de sintomas; na reabilitação, permite reaprendizado, dessensibilização e recuperação de confiança no movimento.
NF-κB (fator nuclear kappa-B)
Ciência da dorComplexo proteico envolvido na regulação de genes relacionados a inflamação, imunidade e resposta celular ao estresse. É relevante na biologia da dor e da inflamação, mas não é um marcador clínico usado para diagnosticar dor miofascial.
Nociceptor
Ciência da dorTerminação nervosa sensorial que detecta estímulos potencialmente lesivos, como pressão intensa, calor, frio ou mediadores químicos. Nociceptores sensibilizados disparam com mais facilidade, contribuindo para hiperalgesia e dor persistente.
Oleocantal
GeralComposto fenólico presente no azeite de oliva extravirgem. Em estudos laboratoriais, demonstra atividade sobre vias inflamatórias, incluindo ciclo-oxigenases. Isso não significa que azeite seja equivalente a um anti-inflamatório medicamentoso, mas ajuda a explicar parte do interesse no padrão alimentar mediterrâneo.
Órgão tendinoso de Golgi
AnatomiaReceptor sensorial localizado na junção músculo-tendínea, sensível à tensão. Participa do controle neuromuscular e de reflexos que modulam força e tônus. Algumas técnicas de alongamento e contração-relaxamento exploram esse sistema.
Padrão de dor referida
DiagnósticoDistribuição típica em que a dor de uma estrutura é percebida à distância. Em dor miofascial, certos músculos têm padrões bem descritos, mas eles não substituem exame completo nem excluem diagnósticos como radiculopatia, neuropatia, dor articular ou causas viscerais.
Palpação
DiagnósticoExame manual dos tecidos para avaliar sensibilidade, textura, temperatura, mobilidade, tensão, dor referida e resposta do paciente. Na dor miofascial, a palpação é útil quando feita com técnica, comparação bilateral e correlação com a história clínica.
Placa motora
AnatomiaRegião especializada da fibra muscular onde o neurônio motor libera acetilcolina para iniciar a contração. A atividade anormal da placa motora é uma das hipóteses estudadas para explicar a formação e a manutenção de pontos-gatilho.
Ponto-gatilho
DiagnósticoÁrea hiperirritável em um músculo, geralmente associada a uma faixa tensa, que pode ser dolorosa à palpação e reproduzir dor local ou referida. É um conceito clínico útil, mas seu diagnóstico deve considerar confiabilidade da palpação, contexto do paciente e exclusão de condições que imitam dor miofascial.
O que são pontos-gatilho?Ponto-gatilho ativo
DiagnósticoPonto-gatilho associado à dor espontânea ou à dor durante atividades habituais, sem necessidade de pressão direta para provocar sintomas. Em geral, é mais clinicamente relevante do que o ponto latente, porque reproduz a queixa do paciente e costuma interferir em função, sono ou tolerância à carga.
O que são pontos-gatilho?Ponto-gatilho latente
DiagnósticoPonto-gatilho que não causa dor espontânea, mas é sensível à pressão e pode limitar amplitude, força ou coordenação. Pode se tornar sintomático em períodos de sobrecarga, estresse, sono ruim ou lesão, embora muitos pontos latentes não precisem de tratamento se não causarem problema funcional.
Ponto-gatilho satélite
DiagnósticoPonto-gatilho secundário que aparece em região influenciada por outro ponto, por dor referida, compensação mecânica ou proteção muscular. Tratar apenas o ponto satélite pode trazer alívio parcial; muitas vezes é necessário identificar o fator primário que o mantém ativo.
Propriocepção
AnatomiaCapacidade de perceber posição, movimento e força do corpo no espaço. Depende de receptores em músculos, tendões, articulações, pele e fáscia. Dor, fadiga, lesão e proteção muscular podem prejudicar propriocepção e controle motor.
Quadrado lombar
AnatomiaMúsculo profundo da parede abdominal posterior, entre crista ilíaca, 12ª costela e vértebras lombares. Pode contribuir para dor lombar, dor no quadril ou desconforto sacroilíaco, especialmente quando há assimetria de carga, rigidez lombopélvica ou proteção muscular.
Reabilitação funcional para o trabalho
TratamentoPrograma de reabilitação orientado às demandas reais ou simuladas do trabalho. Pode incluir força, resistência, mobilidade, tolerância a posturas, ergonomia e exposição gradual às tarefas. O objetivo é retorno seguro e sustentável, não apenas redução de dor em repouso.
Reflexo viscerossomático
Ciência da dorInteração em que uma condição visceral pode gerar dor referida, aumento de tensão muscular ou alterações somáticas em regiões relacionadas. É importante no diagnóstico diferencial: dor torácica, abdominal ou pélvica não deve ser atribuída automaticamente a pontos-gatilho sem excluir causas médicas relevantes.
Relaxamento pós-isométrico (RPI)
TratamentoTécnica em que o paciente realiza contração isométrica leve contra resistência e, depois, relaxa para permitir ganho suave de amplitude. É usada em terapia manual e exercícios para reduzir tensão e melhorar mobilidade, sem exigir alongamento agressivo.
Resolvinas
Ciência da dorMediadores pró-resolução derivados de ácidos graxos ômega-3, envolvidos no encerramento organizado da inflamação. São relevantes para a biologia inflamatória, mas sua presença não se traduz diretamente em uma recomendação única de tratamento para dor miofascial.
Respiração diafragmática
TratamentoPadrão respiratório que privilegia o diafragma e reduz o uso excessivo de músculos acessórios do pescoço e dos ombros. Pode ajudar a modular ativação autonômica, tensão muscular e ansiedade corporal, especialmente quando praticada de forma regular e integrada ao movimento.
Kit de autocuidadoResposta de espasmo local (REL)
DiagnósticoContração breve e involuntária de fibras dentro de uma faixa tensa quando o ponto-gatilho é estimulado por palpação ou agulha. Pode apoiar o diagnóstico e ocorrer durante o agulhamento seco, mas sua ausência não exclui dor miofascial e sua presença deve ser interpretada com o restante do exame.
Sarcômero
AnatomiaUnidade contrátil básica da fibra muscular, formada por filamentos de actina e miosina. Na hipótese dos pontos-gatilho, grupos de sarcômeros poderiam permanecer encurtados e contribuir para uma área de maior tensão dentro da fibra muscular.
Sensibilização
Ciência da dorAumento da resposta do sistema nervoso a estímulos. Pode ocorrer na periferia, quando nociceptores ficam mais excitáveis, ou no sistema nervoso central, quando medula e cérebro amplificam sinais. É um mecanismo comum em dor persistente.
Sensibilização central
Ciência da dorEstado em que medula espinal e cérebro passam a amplificar sinais dolorosos. Pode se manifestar como dor mais espalhada, hiperalgesia, alodínia, fadiga, sono ruim e maior sensibilidade a estímulos. Pontos-gatilho ativos podem coexistir com sensibilização central, mas não são sua única causa.
Sensibilização centralSinal do pulo
DiagnósticoReação involuntária de sobressalto, careta ou retirada quando uma área dolorosa é palpada. Pode apoiar a suspeita de ponto-gatilho ativo, mas não é específico nem suficiente para diagnóstico isolado. A intensidade da pressão e o contexto do paciente importam.
Síndrome cruzada superior
DiagnósticoModelo postural descrito por Vladimir Janda, envolvendo tendência a maior atividade de trapézio superior, levantador da escápula e peitorais, com menor desempenho de flexores cervicais profundos e estabilizadores escapulares. É um modelo de raciocínio, não um diagnóstico fechado por si só.
Postura e dorSíndrome dolorosa miofascial (SDM)
DiagnósticoQuadro clínico de dor regional associado a músculos e tecidos moles, frequentemente com pontos-gatilho, faixas tensas, dor referida e limitação funcional. O diagnóstico é clínico e deve excluir ou reconhecer condições coexistentes, como radiculopatia, tendinopatia, artrite, fibromialgia e causas sistêmicas.
O que é a SDM?Sistema nervoso autônomo
AnatomiaParte do sistema nervoso que regula funções involuntárias, como frequência cardíaca, sudorese, circulação, digestão e resposta ao estresse. Em algumas dores musculoesqueléticas persistentes, sintomas autonômicos locais ou gerais podem coexistir com dor, proteção muscular e hipervigilância corporal.
Sobrecarga
GeralSituação em que a demanda imposta a um tecido supera sua capacidade atual de tolerar carga ou se recuperar. Pode ocorrer por esforço agudo, repetição, postura sustentada, aumento rápido de treino, sono ruim ou recuperação insuficiente.
Sobrecarga progressiva
TratamentoAumento gradual de carga, volume, amplitude, velocidade ou complexidade ao longo do tempo. Na reabilitação, ajuda a reconstruir capacidade do tecido e reduzir recaídas, desde que a progressão respeite dor, função e resposta nas 24 horas seguintes.
Guia de exercíciosSpray e alongamento
TratamentoTécnica que combina aplicação de spray vapocoolante na pele com alongamento passivo ou ativo suave. O estímulo frio pode reduzir temporariamente a sensação dolorosa e facilitar movimento, mas a técnica deve ser usada com critério e não substitui correção de fatores perpetuantes.
Spray vapocoolante
TratamentoSpray de evaporação rápida aplicado sobre a pele para produzir resfriamento breve. É usado em algumas técnicas de spray e alongamento para reduzir temporariamente a dor e permitir movimento mais confortável. Deve ser evitado em pele sensível, ferida ou com alteração de sensibilidade.
Substância fundamental
AnatomiaComponente gelatinoso da matriz extracelular, formado por água, proteoglicanos e glicosaminoglicanos. Sua composição influencia o comportamento mecânico do tecido conjuntivo. Movimento regular, carga adequada e hidratação ajudam a manter propriedades teciduais saudáveis.
Substância P
Ciência da dorNeuropeptídeo envolvido na transmissão de dor e em processos de inflamação neurogênica. Pode estar aumentado em tecidos dolorosos e contribuir para sensibilização. É um componente de modelos fisiológicos da dor, não um exame clínico de rotina.
Tecido conjuntivo
AnatomiaConjunto de tecidos que dão suporte e organização ao corpo, incluindo fáscia, tendões, ligamentos, cápsulas articulares e cartilagem. Sua função depende de colágeno, matriz extracelular, hidratação, carga mecânica adequada e capacidade de reparo.
Tendinopatia
DiagnósticoCondição dolorosa do tendão associada a carga, irritabilidade, perda de tolerância mecânica e, às vezes, alterações estruturais. Pode coexistir com dor miofascial no músculo relacionado. O tratamento costuma exigir manejo de carga e fortalecimento progressivo.
TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea)
TratamentoRecurso não invasivo que aplica corrente elétrica de baixa intensidade por eletrodos na pele. Pode modular dor por mecanismos sensoriais e descendentes. É útil para alguns pacientes como adjuvante, mas não corrige sozinho as causas mecânicas ou funcionais da dor.
Teoria do portão da dor
Ciência da dorModelo de Melzack e Wall segundo o qual estímulos não dolorosos, como toque, pressão ou vibração, podem modular a transmissão de sinais dolorosos na medula espinal. Ajuda a explicar o alívio temporário com massagem, TENS e outras estratégias sensoriais.
Terapia manual
TratamentoConjunto de técnicas aplicadas com as mãos, incluindo mobilização articular, massagem, pressão sustentada, liberação miofascial e manejo de tecidos moles. Pode reduzir dor e facilitar movimento, especialmente quando combinada com educação, exercício e ajuste de carga.
Termoterapia
TratamentoUso terapêutico de calor, como compressas mornas, banho quente ou bolsas térmicas. Pode reduzir rigidez, melhorar conforto e facilitar movimento em quadros musculares. Deve ser evitada ou usada com cautela quando houver inflamação aguda importante, queimadura, perda sensitiva ou contraindicação clínica.
Kit de autocuidadoUltrassom terapêutico
TratamentoModalidade que usa ondas sonoras para produzir efeitos térmicos ou mecânicos nos tecidos, conforme parâmetros utilizados. Pode ser aplicada como complemento em alguns quadros, mas a evidência para dor miofascial é variável e sua utilidade depende de seleção adequada do paciente.
Viscoelasticidade
AnatomiaPropriedade de tecidos que combinam comportamento viscoso e elástico. Músculo, tendão e fáscia respondem de forma diferente conforme velocidade, duração e intensidade da carga. Por isso, alongamentos lentos e progressivos costumam ser mais toleráveis do que manobras bruscas em tecidos irritáveis.
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Glossário
Ilustração GeralAprofunde os principais conceitos do glossário com guias sobre pontos-gatilho, autocuidado, agulhamento seco e condições associadas.