Relações anatômicas
O obturador interno nasce na face interna da membrana obturatória e no osso ao redor. Seu tendão passa pelo forame isquiático menor e muda de direção até a face medial do trocânter maior. O gêmeo superior nasce junto à espinha isquiática; o inferior, na tuberosidade isquiática. Ambos se unem externamente ao tendão. O conjunto auxilia a rotação externa e a abdução do quadril flexionado.[1][2][3]
- O ventre do obturador interno integra a parede lateral da pelve.
- A espinha e a tuberosidade isquiáticas orientam a localização dos gêmeos superior e inferior.
- O tendão muda de direção ao passar pelo forame isquiático menor, seguindo para o trocânter maior.
Estruturas próximas. O glúteo máximo recobre os rotadores profundos externos. O nervo ciático e as estruturas neurovasculares pudendas ficam próximos. A fáscia obturatória também se relaciona com as fixações do assoalho pélvico.
Palpação
Posição do paciente. Examine externamente o quadril com a pessoa de lado ou de barriga para baixo, apoiada e adequadamente coberta. A avaliação interna do obturador só pode ser oferecida por profissional capacitado em saúde pélvica. Exige explicação específica, consentimento explícito, um sinal para interromper e opção de acompanhante.
Identifique os pontos de referência
- Região isquiática e do trocânter maior, por fora
- Plano dos rotadores profundos, abaixo do glúteo máximo
- Parede lateral interna da pelve, apenas em exame especializado e consentido
Sequência do exame
- Primeiro avalie os movimentos do quadril, os achados lombares e neurológicos e a história de sintomas pélvicos.
- Use contato externo delicado para descrever a sensibilidade regional. Considere que o glúteo máximo recobre os pequenos gêmeos e o tendão.
- Quando houver indicação e aceitação, o especialista avalia a dor à palpação da parede lateral da pelve. Uma contração suave de rotação do quadril pode ajudar a identificar o obturador interno. Registre a dor habitual e o relaxamento, sem pressão forçada.
Registre os achados
- Dor à palpação da região externa e dor à palpação interna do obturador são achados distintos.
- Nenhum desses achados confirma compressão nervosa ou exclui doença nos órgãos pélvicos.
Limites e precauções
- A pessoa pode recusar o exame interno e continuar recebendo cuidado externo e avaliação médica.
- Não pressione em direção ao trajeto ciático nem indique profundidades de agulhas a partir das coordenadas do Atlas.
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